31/10/2014
O PT tucanou...
Depois de "fazer o diabo" pra reeleger Dilma, o governo petista terá de enfrentar a dura realidade dos indicadores econômicos que escamoteou na campanha. O BC deu a largada elevando os juros pra segurar a inflação que Dilma jurava estar "sob controle", e agora prepara um conjunto de medidas que o PSDB assinaria embaixo, e defendeu na campanha como forma de tirar o País do atoleiro: aumentar tarifas e impostos, fazer ajuste fiscal etc. O discurso do Bolsa Família derrotou o PIB, mas agora o PT faz o caminho da roça e vai fazer um governo Armínio Fraga.

Postado por Equipe do Blog às 11:20
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Teresa Ferrão
31/10/2014
A vida como ela é

Artigo do editor executivo do jornal "Valor Econômico", José Roberto Campos, põe o dedo na ferida aberta do PT: "Meirelles foi o único presidente do BC que por três vezes colocou a inflação abaixo do centro da meta: em 2006, com 3,14%, em 2007, com 4,46%, e em 2009, com 4,31%. A turma do PT em volta podia urrar e estrebuchar, mas foi beneficiada por suas ações. Meirelles mostrou domínio perfeito do "timing" para criar as condições favoráveis à reeleição de Lula e à vitória de seu sucessor, Dilma Rousseff. Sem descuidar da inflação, o BC iniciou o ano eleitoral de 2006 reduzindo juros. Lula venceu. De abril de 2009 até o começo de 2010, jogou a taxa Selic a 8,75% ao ano, a mais baixa desde 1996. Começou a elevá-la apenas em junho de 2010, quando, pelos "efeitos defasados e cumulativos", segundo o jargão do BC, os juros só teriam efeitos plenos em 2011. Assim, a economia brasileira, no ano eleitoral de 2010, cresceu 7,5%, recorde consagrador para qualquer candidato governista. Dilma ganhou. Depois dessa parceria silenciosa e de sucesso, a política econômica mudou, a inflação subiu, o crescimento estagnou e na campanha eleitoral seguinte, malharam-se os banqueiros. Apesar de muitos petistas não gostarem, oferecer o BC a um financista até faz algum sentido, porque ao menos eles têm algo parecido com "notório saber". Ofertar o Ministério da Fazenda parece um pouco de exagero, ou de desespero, mas olhando-se para o passado..., por que não? Só por causa de propaganda feita para ganhar eleição?"


Postado por Equipe do Blog às 12:08
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31/10/2014
Bonança no lugar do caos

No "day after" das urnas, agentes do mercado financeiro previam o caos, com derrocada no preço das ações de estatais, explosão do dólar, valor das empresas descendo pelo ralo, um "crash" no mundo do dinheiro. O dólar realmente subiu e por dois dias os negócios não andaram bem, mas o tsunami não veio, e a onda se dissipou de vez com a decisão do Banco Central de elevar os juros em 0,25%, sinalizando a retomada de uma política de maior austeridade no controle da inflação. Resumo da ópera: quem apostou na forte compra de dólares e tentou desovar papéis de estatais esperando aumento do pessimismo pós-eleição, teve que mudar rápido de estratégia, passando a vender moeda estrangeira e segurar as ações devido à alta inesperada dos juros. O BC fechou a semana levando a melhor na queda de braço com o mercado. Mais uma estrelinha na ficha de Alexandre Tombini no Palácio do Planalto. Que pode permanecer à frente do BC no segundo mandato de Dilma.


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31/10/2014
Transparência

Atendendo ao ensurdecedor clamor das redes sociais, centenas de milhares de pessoas que denunciam fraudes nas urnas eleitorais e cobram uma atitude da oposição, o PSDB ingressou no TSE com pedido de auditoria especial nas eleições. A ideia é que seja criada uma comissão de especialistas indicados por partidos políticos para o trabalho de auditagem das urnas eletrônicas, consideradas por muitos vilãs, as responsáveis pela derrota do tucano Aécio Neves. A iniciativa é importante e não deve ser vista apenas como factóide pós-eleitoral. Embora seja elogiável o trabalho de todo o corpo técnico do TSE, que montou um sistema de apuração de qualidade, há que se ter maior transparência na contagem dos votos que os brasileiros digitam nas urnas. Quem fiscaliza o trabalho? Quem audita as urnas? Como é feito o trabalho, qual a segurança do sistema? Esta são questões que a Justiça Eleitoral têm o dever de responder para os milhões de eleitores desconfiados. Transparência é um dos atributos da democracia.


Postado por Equipe do Blog às 12:01
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31/10/2014
Diálogo sim, chantagem, não

Membros da base cobram mais diálogo da presidente Dilma com os partidos aliados. É mesmo importante que haja um diálogo mais qualificado entre representantes dos poderes Executivo e Legislativo, voltado a atender sobretudo o interesse da sociedade, e não para suprir demandas individuais apenas. Pressionar o Palácio do Planalto apenas para ganhar espaço enquanto a presidente define os donatários das "capitanias hereditárias" não contribui para o aperfeiçoamento da democracia.


Postado por Equipe do Blog às 11:33
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30/10/2014
Dragão é o alvo

Pra surpresa do mercado, o Copom elevou em 0,25% a Selic, passando-a a 11,25%/ano. Apesar de dez entre dez analistas terem apostado que a taxa seguiria em 11% até 2015, o BC não esperou pra dar uma sinalização clara de que a prioridade do governo é o combate à inflação, nem que para isso o já magro PIB fique ainda mais fininho. O resultado já apareceu: o dólar caiu 2% esta manhã após o aumento dos juros, o que ajuda a diminuir pressões inflacionárias. O medo agora é que, na ânsia de atingir o dragão, Tombini acabe paralisando de vez a economia.


Postado por Equipe do Blog às 12:32
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30/10/2014
Não convence

No Facebook, equipe do Instituto Lula negou que o ex-presidente tenha declarado que será candidato em 2018. Apesar do desmentido, fontes ouvidas pela "Folha" dizem que Lula colocou, sim, seu nome à disposição do partido, e não se ouviu ainda da boca do ex-presidente qualquer negativa à intenção de se candidatar. Outros dizem que ele o fez para evitar disputas internas. Enfim, o mal já foi feito, e agora não adianta voltar atrás. E tem mais... Se o ex-presidente do BC, Henrique Meirelles, for indicado ministro da Fazenda, a chave do cofre é do Lula.


Postado por Equipe do Blog às 12:16
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30/10/2014
Poço sem fundo

Com a decisão do doleiro Alberto Youssef de devolver aos cofres públicos R$ 55 milhões, somado ao anúncio de outros operadores do esquema do petrolão, como o executivo Júlio Camargo, da Toyo Setal (que irá entregar R$ 40 milhões), a conta da devolução do dinheiro desviado da Petrobras está batendo na casa dos R$ 175 milhões ("O Globo"). É um valor expressivo, mas ainda pouco perto do que deve ter sido desviado após anos de operação do esquema que funcionou dentro da estatal. Se somente na refinaria Abreu e Lima já foi constatado superfaturamento de mais de R$ 4 bilhões, e se Pasadena gerou prejuízo de mais de US$ 1 bilhão, R$ 175 milhões são troco. As autoridades precisam ir mais a fundo para detectar onde foi parar o dinheiro que jorrou do poço do petrolão.


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30/10/2014
O ocaso do trapalhão

O governador derrotado no 1º turno das eleições no Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do PT, resolveu radicalizar. Proibiu novos gastos com pessoal, cortou horas-extras, férias, antecipações de gratificações de servidores, além de gastos com viagens, treinamento. O petista também vai dar calote nos fornecedores. O pepino vai ficar para o futuro governante, Rodrigo Rollemberg. Especula-se que a dívida do governo ultrapassa R$ 1,3 bilhão. Isto depois que Agnelo e sua turma arrombaram o cofre para construir o estádio mais caro da Copa. O legado de Agnelo será fazer com que o PT demore décadas para voltar a governar o Distrito Federal.


Postado por Equipe do Blog às 11:58
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30/10/2014
Não sabia...

Do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), respondendo a jornalistas sobre suposto estremecimento com o vice-presidente Michel Temer, após o partido ter derrotado o governo na votação do projeto de decreto que cria os conselhos populares, e ele ser confirmado no posto de Líder pela bancada: "Não estou rompido com o vice Michel Temer, a menos que ele tenha rompido comigo e esqueceu de me avisar". A disputa entre os dois caciques começou antes mesmo de a eleição terminar. Confirmado como líder pelos companheiros, Cunha, que deve contar também com o apoio da oposição, chegará forte em 2015 para brigar pela presidência da Câmara com o PT. Para insatisfação total da presidente Dilma


Postado por Equipe do Blog às 11:48
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30/10/2014
Nem vem que não tem

Renan Calheiros foi na linha da Câmara e disse que o Senado também deverá rejeitar o decreto presidencial que institui a figura dos conselhos populares na administração pública. Se o governo Dilma insistir no decreto, portanto, não será por falta de aviso, é derrota na certa.


Postado por Equipe do Blog às 11:37
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30/10/2014
Tá tudo dominado

No "Estadão", Mário Scheffer, professor da USP e ex-integrante do Conselho Nacional de Saúde, um dos mais atuantes do País, defende os conselhos, diz que eles trouxeram avanços à sociedade, mas reconhece que não é hora de o governo regulamentar nem ampliar espaços de participação, uma vez que essas instâncias perderam a representatividade. Segundo ele, atualmente os conselhos são ocupados ou por pessoas cooptadas pelo governo ou por partidos e corporações. "Os interesses da população não estão devidamente representados. No caso do CNS, houve um encurralamento e aparelhamento de espaços". Se é assim nos 40 conselhos hoje instalados Brasil afora, imagina a festa que PT e Cia. fariam se fossem disseminados por toda a máquina pública?


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30/10/2014
Piada do avestruz

O diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, que substituiu o enrolado ex-titular do cargo, Paulo Roberto Costa, um dos operadores do petrolão, compareceu à CPI Mista da Petrobras e só revelou uma verdade no depoimento: a de que teria passado por intenso "media training" para enfrentar as perguntas dos parlamentares. De resto, só "fabulação", como gosta de dizer a presidente Dilma. Cosenza afirmou que nada viu, nada ouviu, que de nada participou, que não conhecida nem doleiros nem trambiqueiros, portanto, que jamais soube da existência de petrolões ou petrolinhos. O atual diretor agiu na linha do "sabe de nada, avestruz!".


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30/10/2014
Mandioca de ouro

Segundo "O Globo", o Tribunal de Contas da União constatou que, na obra da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, até mesmo na compra de alimentos para a refeição dos operários houve abuso e grande diferença de preços em relação ao que é cobrado no mercado. Nesta obra que começou com orçamento de R$ 3,5 bilhões e os custos já ultrapassam R$ 20 bilhões, o pessoal não aliviava nem na mandioca.


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29/10/2014
Independência

A direção nacional do Partido Trabalhista Brasileiro decidiu que não vai pedir nem cargos nem ministérios ao governo Dilma. O comando do partido tem conhecimento de que alguns deputados dispõem de cargos na máquina pública como contrapartida ao alinhamento no Congresso; isto, porém, em nada compromete a direção nacional. A instância máxima do partido respeita a todos, inclusive a presidente reeleita, porém vai atuar com independência na relação com o governo, em consonância sobretudo com os princípios programáticos que norteiam o PTB. Em especial seus mais caros postulados: o livre mercado e a imprensa livre, alicerces do regime democrático. O que o PTB espera da presidente Dilma no segundo mandato é que ela faça um governo "dela", longe das concessões não-republicanas que teve de assumir para se reeleger. Que ela governe com gente honrada, ficha limpa, uma vez que não é mais prisioneira da reeleição. Dilma não mais vai precisar de fazer acordos com súsias, hordas e grupelhos. Governe como tem de ser, presidente.


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29/10/2014
De revoltas, mágoas e motins

Não se pode colocar a derrota sofrida por Dilma na Câmara, ontem, com a aprovação do projeto que susta os efeitos do decreto presidencial que cria os conselhos populares, na conta apenas da união entre os grupos de oposição e governistas magoados com o resultado das urnas. O decreto foi rejeitado pelo Congresso desde o nascedouro, e só não havia sido derrubado antes devido ao calendário eleitoral. Com a volta do quórum, foi consagrada a posição majoritária dos congressistas de que o decreto era uma supressão das prerrogativas do Parlamento, e por isso merecia ser sustado. Mas não se enganem. Apesar de o decreto já estar há muito condenado, os deputados quiseram também enviar um recado ao Palácio do Planalto: a disposição do governo em estabelecer diálogo com o Congresso não pode ser apenas bordão de campanha. Se Dilma continuar tratando os parlamentares como subalternos e vaquinhas de presépio, as derrotas serão muitas neste segundo mandato.


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29/10/2014
Falta rumo

A oposição parece ainda não ter se recuperado da derrota sofrida, e começou a semana desunida e desencontrada no discurso pós-urnas. Enquanto no Senado alguns parecem estar se abrindo para o diálogo em torno das reformas e aceitando até mesmo a ideia de ir tomar um "cafezinho" com a presidente (excluindo Aloysio Nunes Ferreira), na Câmara, deputados se mostram mais contundentes na disposição de não embarcar em qualquer período de lua de mel com o Palácio do Planalto. Para quem quer retomar o poder e já tomou quatro surras eleitorais, o PSDB está muito suave neste "day after" das eleições. Se o partido voltar à atitude omissa e só retomar o fôlego oposicionista no ano anterior ao pleito presidencial, vai apanhar de novo. Lula já colocou o bloco na rua, e a oposição, com quem vai?


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29/10/2014
Aloprando a comunicação

Especulações dão conta de que o atual ministro da Articulação Política, Ricardo Berzoini, esse mesmo que acaba de ser derrotado na Câmara com a derrubada do decreto presidencial sobre os conselhos populares, está cotado para ser o novo ministro das Comunicações. Berzoini, aquele mesmo que durante a campanha usou sua conta no Twitter para chamar a TV Globo de "lixo" e pedir uma CPI que investigue os negócios da emissora, seria o homem que faria a interlocução com o setor de comunicação para enfim realizar o sonho petista de regular a mídia. Com seu espírito belicista, Berzoini tem mais chance de queimar de vez as pontes do que tornar Dilma palatável aos órgãos de imprensa. É o homem errado no lugar errado, e no momento errado.


Postado por Equipe do Blog às 12:23
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29/10/2014
Dialogar é preciso

O Congresso Nacional até hoje, 29 de outubro, não votou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que deveria ter sido aprovada em julho. E sem a LDO, não tem Orçamento de 2015, e sem Orçamento, o governo começará o ano sem dinheiro. Negociar e dialogar, isto sim é democracia.


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29/10/2014
Pato manco

Diz a "Folha" que Lula quer ter voz ativa no 2º mandato de Dilma e disputará o cargo em 2018. A novidade não é a volta, mas o momento em que ela é vazada. Na hora em que a presidente sofreu uma dura derrota na Câmara com a recusa do projeto dos conselhos populares e no recuo do plebiscito da reforma política. Lula em 2018 agora soa como um freio aos que querem contestar a autoridade de Dilma. E Lula acabou fazendo com Dilma o que ela fez com Mantega. É bom que seja Lula, porque ele será desconstruído. Pode saber, Lula, você vai apanhar como bate.


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29/10/2014
Cartola de partido

Conta a coluna "Painel", na "Folha de S.Paulo", que o presidente do PSD, Gilberto Kassab, quer recriar o Partido Liberal para atrair deputados eleitos por legendas nanicas e depois fundi-lo ao PSD. Criar partido é bom negócio, né, Kassab?


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28/10/2014
Nova chance

Além da reforma política, outra promessa que Dilma está acenando neste início de mandato para se aproximar de governadores é a resolução do indexador da dívida para frear o endividamento crescente dos estados. O Congresso olha com desconfiança, já que foi a equipe econômica do governo da presidente que amarrou, desde o ano passado, a votação do projeto que prevê a troca do indexador das dívidas, o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais juros anuais de 4%. A proposta mais próxima de ser aprovada, após inúmeras sessões de discussão inclusive com a presença de governadores e secretários estaduais de Fazenda, também fixa como limite para a cobrança de encargos a taxa Selic. Ou seja, sempre que a soma dos encargos ultrapassar a taxa básica de juros, a própria Selic será usada como indexador. Desta forma, os estados teriam sobra de recursos para investir em áreas essenciais à população. Os entes federativos agradecerão se as promessas não acabarem mais uma vez se perdendo na poeira pós-eleição.


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28/10/2014
Teorias da conspiração

Contados os votos, abre-se a temporada das teorias conspiratórias. Há uma discussão exacerbada nas redes sociais sobre a possibilidade de as urnas eletrônicas terem sido fraudadas. Há relatos de urnas que foram trocadas com grande quantidade de votos perdidos por defeito da máquina; outros afirmam que os boletins impressos no final do pleito continham mais votos do que a quantidade de votantes em determinada seção; há quem vá mais longe, e garanta que os técnicos da Justiça Eleitoral interferiram de alguma forma no resultado. As teorias conspiratórias são muitas e talvez fosse o caso de o TSE ser mais transparente em relação ao funcionamento do sistema, que é avançado, mas, como qualquer outro, sujeito a falhas. Como não se sabe quem audita o resultado ou quem fiscaliza a apuração, as dúvidas persistem. Se é que terão fim.


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28/10/2014
Cada "macaco" no seu galho

Um dia após Dilma reafirmar seu compromisso de reforma política com plebiscito, o presidente do Senado, Renan Calheiros, pôs um freio de arrumação na fala presidencial. Deixou claro que cabe ao Congresso fazê-la, para em seguida submetê-la ao referendo popular. Os dois estão certos: a presidente em querer a reforma, e Renan por reafirmar que cabe ao Congresso realizá-la, uma vez que esta é uma atribuição do Legislativo. Resumindo, cada "macaco" no seu galho. Mas se o foro é o Parlamento, é preciso que os congressistas não fujam à responsabilidade.


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28/10/2014
Criatura e criador

Com o mercado em parafuso no primeiro dia pós-reeleição - Bovespa caiu 2,77%, e dólar foi a R$ 2,523 -, o jornal "Valor" afirma na edição de hoje que Luiz Inácio Lula da Silva indicou para Dilma, como já fizera no primeiro mandato, três nomes para o Ministério da Fazenda no lugar de Guido Mantega. Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, e Nelson Barbosa, ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda. Os dois primeiros seriam nomes para mercado nenhum pôr defeito; o terceiro dividiria opiniões, mas seria melhor para o governo do que manter Mantega. A escolha de Dilma será um indicativo de quantas anda suas relações com Lula. Não que estejam estremecidas, até porque Lula foi de inestimável valor à reeleição, mas reveladoras do grau de independência que a criatura vai imprimir em relação ao criador no segundo mandato. É ver para crer.


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28/10/2014
Faltam elas, as ideias...

Será que agora, que acabou a eleição, e o resultado das urnas foi contabilizado, a presidente Dilma irá revelar o conteúdo do seu programa de governo no 2º mandato? Ontem, no "Jornal Nacional", a presidente disse que antes do fim do ano vai anunciar "de forma muito clara" as medidas que tomará em relação à economia. Mas e as outras áreas? Quais serão as ações na saúde, na educação, na segurança pública, na área externa, no combate aos gargalos da infraestrutura? Será que a presidente vai trocar o pneu com o carro andando? A campanha de Dilma se valeu do slogan "governo novo, ideias novas". Cadê as ideias?


Postado por Equipe do Blog às 11:51
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28/10/2014
Mais do mesmo

Primeiro boletim Focus do Banco Central, divulgado um dias após a vitória de Dilma Roussef nas urnas, saiu praticamente como cópia do divulgado na última segunda-feira (20/10). A projeção para expansão do PIB de 2014 continuou a mesma (0,27%), a perspectiva para a inflação também (6,45%), e a estimativa da Selic não fugiu à regra - 11% até o final do ano. A pouca variação dos principais índices deve ser um dos argumentos do Copom para manter a taxa básica de juros no mesmo patamar que está a alguns meses, de 11%. A reunião do colegiado começa hoje e a nova Selic sai amanhã à noite.


Postado por Equipe do Blog às 11:47
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28/10/2014
Constatação

O Brasil que produz 80% do PIB perdeu a eleição para o Brasil do Bolsa Família.


Postado por Equipe do Blog às 10:49
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28/10/2014
Operação abafa

Na TV, ontem, a presidente Dilma garantiu que "não vai deixar pedra sobre pedra" nos casos que envolvem corrupção. O Brasil inteiro conhece o método presidencial de "remoção de pedras", que funciona sob a batuta da CGU e sem dor para os aliados palacianos, principalmente para o PT. É um abafa só.


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28/10/2014
Frio é melhor

O ex-ministro Miguel Rossetto, um dos homens fortes no segundo governo Dilma (está cotado para assumir o lugar de Gilberto Carvalho, homem de Lula, na Secretaria Geral da Presidência da República), admitiu ao "Valor" que o projeto de regulação da mídia vai, sim, avançar no próximo mandato da presidente, "mas com cautela e sem ferir a liberdade de expressão". Pelo que se viu no ato de comemoração da vitória petista em Brasília - com a militância em coro gritando "abaixo a Rede Globo", e no sábado, com a pixação, pela Juventude Socialista, da sede de "Veja" após a revista publicar suposta fala do doleiro Youssef dizendo que Dilma e Lula sabiam das traficâncias bilionárias na Petrobras -, a Editora Abril e a Rede Globo, que sofreu duros ataques de Lula durante a campanha, que coloquem as barbas de molho. Se serve de consolo, o ataque não virá agora; afinal, vingança, dizem, é um prato que se come frio.


Postado por Equipe do Blog às 10:28
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27/10/2014
Viva São Paulo!

Não fora o Estado de São Paulo, o Brasil se transformaria numa republiqueta bolivariana. Viva São Paulo, a trincheira da resistência democrática!


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27/10/2014
Quem decidiu a eleição

Se Minas Gerais, terra de Aécio, lhe virou as costas na eleição de 2014 (Dilma obteve 550 mil votos de vantagem), lhe tirando a presidência, os paulistas, berço do PT, brindaram o tucano com um mar de votos (7 milhões de vantagem sobre Dilma). Tanto que, ao encerrar sua rápida fala, ontem, para reconhecer a derrota, Aécio bisou a citação que fizera a São Paulo no final do último debate, na TV Globo. "Combati o bom combate, cumpri minha missão e guardei a fé." Os votos do Nordeste, porém, incluindo Pernambuco, terra de Eduardo Campos, somados aos de Minas, foram determinantes para dar a vitória à candidata petista.


Postado por Equipe do Blog às 12:30
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27/10/2014
Ditador caribenho

Lula participou da festa da vitória do PT, num hotel de Brasília, como um digno representante do governo cubano: de "goyabera", o ex-presidente parecia filho de Fidel.


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27/10/2014
Debate fora de hora

As urnas nem esfriaram e a imprensa já fala de 2018 e dos potenciais candidatos dos dois lados para o próximo enfrentamento. Do lado do PT, Rui Falcão disse sonhar com a possibilidade de emplacar o ex-presidente Lula como o sucessor da sucessora, discurso endossado pelo ministro Aloizio Mercadante, ele mesmo um eterno postulante à vaga. Do lado do PSDB, além do próprio Aécio Neves, que emergiu das urnas como líder da oposição, começa a surgir também nas especulações o nome do governador reeleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, que, no entanto, teria que empreender um combate muito mais vigoroso ao petismo do que o que faz atualmente. Querem transformar Dilma em "pato manco@ antes mesmo de ela colocar o vestido da posse do segundo mandato.


Postado por Equipe do Blog às 12:04
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27/10/2014
Independência

A família de Eduardo Campos, do PSB, prometeu entregar a Aécio Neves, do PSDB, o que não tinha: o voto do eleitor pernambucano.


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27/10/2014
Balança equilibrada

No perde e ganha das eleições de 2010 e 2014, o PSDB, mesmo obtendo sua maior votação para um candidato a presidente desde 2002, acabou saindo derrotado das urnas por ter perdido o controle de alguns estados e de ter diminuído o contingente de brasileiros que governará a partir de 2015. Em 2010, o PSDB conquistou oito estados nas urnas, o que representava um total de 64 milhões de eleitores. Neste ano, obteve cinco vitórias, e a partir do ano que vem governará para 35,7 milhões, número que, apesar de representar grande perda, ainda o coloca à frente do PMDB, que elegeu o maior número de governadores neste ano (sete, contra cinco das eleições passadas), mas com estados que alcançam apenas 20 milhões de eleitores. Já o PT ficou em situação parecida com a que tinha em 2010. O partido levou nas urnas a mesma quantidade de estados (cinco) e governará para um contingente de 24 milhões de eleitores (apenas 2,8 milhões a mais do que nas eleições anteriores). Entre os quatro partidos que mais obtiveram vitórias nos pleitos estaduais, o PSB acaba saindo de 2014 como o maior derrotado, já que levou apenas três governos, contra seis em 2010. Em resumo, ampliou-se o equilíbrio partidário no País, mas não entre situação e oposição, já que as agremiações que estão ao lado de Dilma fizeram 19 governos, contra apenas oito dos oposicionistas. Em verdade, a coalizão em torno da presidente sai fortalecida, mas ela terá muito a negociar.


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27/10/2014
Caças reaparecem

Um assunto que andava esquecido voltou à pauta hoje, com o anúncio do grupo sueco Saab da assinatura do contrato com o governo brasileiro para a venda de 36 aviões militares Gripen de nova geração, um negócio da ordem de US$ 5,4 bilhões. A Saab informou que também assinou contrato de cooperação industrial, que incluirá transferências de tecnologia à indústria brasileira nos próximos 10 anos. A assinatura do contrato encerra uma novela que dura mais de uma década, desde que as Forças Armadas brasileiras anunciaram interesse em adquirir 36 caças para reforçar nossas defesas. Mas apesar de o negócio ter sido enfim concretizado, a empresa sueca informou que as entregas às Forças Armadas acontecerão só entre 2019 e 2024. Ou seja, teremos mais dez anos para que grande parte das aeronaves comece a operar. Contratinho enrolado, esse.


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27/10/2014
Quem errou e quem acertou

Dos seis institutos de pesquisa que apresentaram sondagens 24 ou 48 horas antes do 2º turno, apenas o Datafolha praticamente cravou o resultado de votos válidos, ao afirmar que a eleição seria vencida por Dilma por 52% dos votos válidos contra 48% de Aécio (no final, o resultado foi de 51,64% para a petista contra 48,36% do tucano). Algumas pesquisas chegaram perto e ficaram dentro de suas margens de erro, como o Ibope, que projetou 53% x 47% para a presidente. A CNT/MDA apostou que Aécio ganharia com 50,3% contra 49,7% de Dilma, mas os resultados estão na margem de dois pontos de erro. Três institutos erraram suas previsões além da margem de erro: o Sensus apresentou cenário de Aécio com 52,1% e Dilma com 47,9%, o Veritá colocou o tucano com 53,2% e a petista com 46,8%, e o Vox Populi apostou na presidente ganhando por 54% a 46%. No fim, o Datafolha saiu do 2º turno com os maiores louros.


Postado por Equipe do Blog às 11:29
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27/10/2014
Estelionato eleitoral

Ao lado de Lula, o arauto do ódio, Dilma discursou pregando a união nacional após vitória por meros 3 milhões de votos. A mensagem, porém, se desmanchou no ar ali mesmo. Sob silêncio da presidente, a claque petista, em uníssono, gritava: "O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo". Não satisfeita, Dilma insistiu na reforma política com plebiscito, proposta já rejeitada pelo Congresso. A tese, porém, pode vir a calhar. Aberta a caixa preta da delação na Petrobras, o plebiscito serviria pra perguntar aos brasileiros se não deveria haver uma nova eleição.


Postado por Equipe do Blog às 10:52
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